Somos mais de 50%!

Somos mais de 50%!

Somos mais de 50% em todo o mundo!

É oficial!

Jovens nascidos entre 1980 e 2000, representam mais de 50% dos trabalhadores em ação no mercado de trabalho!

É caso para dizer que estamos na presença da nova geração ativa, ainda com “pouca barba” ou mais “trintões”, representamos a nova força laboral que tem a oportunidade de fazer a diferença no mundo.

Mas afinal, quem são estes jovens?

Representamos a geração que cresceu durante a era da maior revolução tecnológica de sempre, atravessámos um extenso período de recessão económica, acompanhamos os esforços da geração anterior, definimos novas tendências, submetemo-nos a um mercado de trabalho que se tem tentado adaptar às nossas capacidades, e, ainda, assim acreditamos profundamente em “Work hard, play even harder”!

Somos uma geração bem qualificada academicamente, estamos registados em todas as redes sociais, temos app’s que organizam toda a nossa vida! Parece fácil ser millenial! Temos à distância do nosso bolso, centenas de línguas, contactos profissionais do mundo inteiro, mapas de presença em tempo real…

Se for colocada a pergunta, “Mas como obtiveram este conhecimento todo?”, somos confrontados com a situação de que na verdade não fazemos a mínima ideia de como este conhecimento foi obtido.

“Learn by doing? It is in our nature?”

Não existe resposta, nascemos e crescemos neste mundo, tal como a língua que aprendemos quando somos pequenos, somos “nativos” a todos estes conhecimentos e tecnologia.

Porém, enfrentámos um mercado laboral de desconfiança, fomos vistos como desinteressados pelos problemas sociais, irresponsáveis pelos nossos braços tatuados ou demasiado materialistas por querermos toda a tecnologia de ponta!

Mas fizemos a diferença, e hoje somos reconhecidos e elogiados por isto! Somos profissionais de IT, e aparecemos no trabalho de jeans e Vans com a camisola do Batman, ou Consultores financeiros de fato e gravata, mas chega o verão e enchemos “os Instagram’s” de post’s dos festivais onde vamos!

Não existe para nós um manual de normas tradicionais, queremos fazer a diferença pelas nossas convicções, existe em nós uma grande quantidade de pessoas dotadas que se tornam empreendedores, médicos, gestores, artistas, atletas… e por aí fora! Somos co - responsáveis pela maior revolução industrial que o mundo já viu, e temos projetos que irão ecoar nos tempos que se aproximam.

Mas então o que queremos nós?

Existe nesta geração uma elevada autoconfiança aliada à ambição, queremos ter qualidade de vida, não necessariamente dinheiro, mas viver realizado é transversal a todos os elementos desta geração.

Casa, carro, férias, equipamento de última tecnologia, mas acima de tudo experienciar a vida e o que melhor que existe nela.

Noutros tempos estes eram pontos cruciais para converter um jovem em adulto, adquirir estas mais-valias eram sinónimo de conquista…

Maioritariamente, continuamos com o mesmo desejo que as diferentes gerações anteriores, mas acreditamos que a experiência e a continua capacidade de apender traz mais satisfação, sair da nossa zona de conforto e enfrentar a realidade!

Por exemplo esta nossa tendência de querermos alugar casas para viver hoje numa metrópole e amanhã numa aldeia. Não nos fixamos num lugar específico, o mundo é grande demais para ficarmos toda a vida no mesmo sítio, ainda, que o próximo destino seja ao fim da rua.

Temos claramente esta necessidade, queremos “estar sediados” nos sítios onde somos úteis e nos sentimos bem, e aplicamos isso na nossa vida pessoal e profissional, trabalhar em casa e morar na praia é, até, algo que muitos de nós queremos fazer. Não existe essa “coisa” de entrar às 9h e sair às 18h, queremos ser felizes e produtivos em todas as frentes e em todos os momentos, e fazemos frente a quem se atreva a negar-nos esta liberdade!

Os millenial trazem melhores perspetivas económicas à sociedade?

A mudança ocorre em todo o mundo. As estratégias que trazemos à área da economia, às práticas de consumo, e a forma como estamos a influenciar naturalmente o mercado, prova que estamos na presença da geração que pelas suas capacidades e convicções irá trazer uma lufada de ar fresco à sociedade e à economia.

Basta termos a noção que fazemos consumos por tendências, não fazemos créditos porque não queremos estar dependentes de terceiros, e todos somos empreendedores à sua maneira.

Criamos com a nossa necessidade uma nova vertente de investimento, investimento que traz resultados mais imediatos, e dependentes diretamente de ações, ou seja, existe uma enorme probabilidade de converter o serviço em dinheiro quando uma empresa vende este resultado em poucos segundos. Caso disso são as app’s, que reservam quartos no outro lado do mundo, chamam um táxi que nos transporta da nossa localização para onde queremos ir, um chef para cozinhar num evento… e por aí fora, a economia já não dita as necessidades da sociedade, pelo contrário, encontra-se submetida à supressão das necessidades por nós ditadas!

Como influenciamos os mercados de trabalho?

Como disse anteriormente, os mercados de trabalho estão cheios com o talento desta nova geração, enfrentámos alguma desconfiança, mas o que realmente abriu este caminho?

Na minha opinião, sendo eu um jovem de 24 anos, entendo que os meus antecessores navegaram águas turvas, foram confrontados com medidas injustas e atravessaram inicialmente um mercado de trabalho recessivo, porém, e precisamente por esta razão entendo que isto hoje nos deu a convicção máxima que este “struggle” não deve ser esquecido e repetido.

É precisamente esta a nossa maior influência, a nossa postura! Somos positivos, realistas e meticulosos no trajeto que definimos para triunfar. Todos os dias retiramos lições e criamos oportunidades de influenciar as gerações anteriores com estas nossas capacidades, ou não fossemos nós a geração que fez disparar o número de influencer’s!

Contribuímos com aquilo que acreditámos que o mercado precisava, pois, tornou-se uma necessidade para nós suprimirmos as dificuldades criadas pela recessão económica que se fez sentir, e como diz o ditado “a necessidade aguça o engenho”. Contribuímos ao ajudar os mercados a renovar os seus valores, a adaptarem-se através da digitalização, pensarem “out of the box” para responderem às necessidades. Não inventámos a roda, mas reinventámos a estrutura que a suporta, e hoje vivemos no centro dos mercados.

Os desafios do mercado mudaram, é difícil atrair e reter-nos…

Pelas nossas caraterísticas tornamo-nos exigentes, não somos fáceis de agradar…

Propusemos que as organizações se adaptassem às nossas necessidades, no entanto a realidade não correspondeu às nossas expetativas…

Hoje vivenciamos um mercado de trabalho em adaptação ao que nós oferecemos…

Os mercados estavam fechados a mudanças e recaíram sobre eles pesadas alterações. Tem sido difícil a caminhada das organizações para que entendam como devem proceder com a nossa geração.

O facto de querermos resultados imediatos faz com que seja difícil para as organizações lidar com esta perspetiva, pois consideram que os resultados de mérito precisam de tempo para serem credibilizados. Contudo, é neste campo que as empresas devem perceber, que a questão da nossa necessidade de sentir novas experiências pode não passar pela instabilidade de um contrato de tempo reduzido, mas pela concretização de novos desafios em tempo útil.

Algo que dificulta as empresas, é a capacidade que os millenial têm para valorizar o seu trabalho, não porque seja a razão principal para nós numa contratação, mas porque hoje em dia temos noção daquilo que o nosso trabalho pode render.

O que podem os mercados de trabalho fazer para receber os millenial?

É para responder a esta e outras questões que o Great Place to Work® Portugal trabalha todos os dias, construindo para este fim um portfólio que ajuda as demais empresas a lidar com as questões atuais resultantes deste e outros temas.

Através de nosso Prémio de “Atração de Jovens Talentos”, queremos evidenciar todas as empresas que desejam atualizar, renovar e por em prática um conjunto de técnicas que vá de encontro às necessidades das novas gerações. Este prémio, juntamente com os restantes que promovemos tem como missão construir uma sociedade melhor!

 

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