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Viver em sociedade e trabalhar com propósito

Viver em sociedade e trabalhar com propósito

Viver em sociedade e trabalhar com propósito


Neste final de ano é altura de fazer uma pequena reflexão sobre a maneira como os indivíduos convivem dentro das nossas organizações e também sobre o trabalho com propósito.
Entre o início e o final da vida desempenhamos vários papéis: somos filhos, sobrinhos, afilhados, netos, colegas, amigos, namorados, maridos ou esposas, profissionais, clientes, fornecedores, entre tantos outros – alguns deles são inerentes ao simples fato de existirmos e outros não, esses outros somos nós que escolhemos ser.
A convivência com outros indivíduos é um processo dinâmico, seja em relação aos sentimentos que emanam dessas relações como que toca aos membros que compõem os grupos nos quais estamos inseridos ao nascer e outros que surgem ao longo do nosso caminho.
Exercemos estes papéis, que dão significados aos relacionamentos e às opções realizadas ao longo da vida, dentro de grupos ou unidades sociais.
Nós vivemos em grupo ou, por assim dizer, nós convivemos com outros indivíduos. Muitas vezes escolhemos com quem viver e em outros casos não podemos escolher, mas independentemente de escolher quem fará parte do nosso círculo de convívio ou de ser escolhido para integrar uma unidade social, experimentamos o sentir-se bem em estar junto de outras pessoas e, é claro, o sentimento antagônico. Muitas vezes não entendemos a razão que explica o estar bem e o estar mal em relação a um grupo, mas sabemos da arrebatadora força envolvida nestes processos.
Outro fato inerente aos indivíduos é o que fazemos através da atividade profissional. A profissão é o resultado de escolhas feitas no decorrer do nosso percurso letivo ou, em outras situações, é a consequência direta de decisões que não foram tomadas. Não importa se foi opção ou consequência, basta saber que é através da nossa atividade laboral que obtemos a fonte que permite a nossa sobrevivência e a dos nossos entes queridos. O trabalho também é um meio de relacionamento com outras pessoas, e assim mais uma vez vamo-nos deparar com um grupo.
Assim, temos dois fatos inexoráveis na vida que nos acompanharão, um ou outro ou ambos, do berço até ao final da nossa vida: viver com outros indivíduos e ter uma prestação profissional.
Um dos inúmeros grupos descritos ocupa grande parte do nosso tempo: as organizações compostas por profissionais. Somos conduzidos a estar nelas ou as procuramos. Dentre as várias definições possíveis de organização, há a de Drucker (1999, p. 24) que menciona que é


[...] um grupo humano, composto por especialistas, que trabalham em conjunto em uma tarefa comum e [...], que ao contrário da sociedade, da comunidade ou da família – os agregados sociais tradicionais – uma organização não é concebida e baseada na natureza psicobiológica dos seres humanos, nem em suas necessidades biológicas.


Nós, quando nos sentimos bem dentro de um grupo, desenvolvemos um processo de convívio, que mesmo longe da perfeição, permite tolerar as idiossincrasias existentes, valorizar as qualidades individuais e coletivas, estabelecer vínculos de confiança, ter um foco comum de pesquisa, superar os problemas com que nos defrontamos no dia a dia e criar regras e normas, algumas formalizadas e outras que não necessitam ser escritas – pois, todos os que formam o grupo as conhecem e as partilham com os novos membros, independentemente da geração a que cada um pertença.
Pois bem, muitas vezes temos uma equipa sob a nossa responsabilidade. Este grupo é formado por diversas pessoas e notamos claramente que os indivíduos possuem diferentes níveis de desempenho com idênticas formas de recompensa. Aqui surge uma pergunta: o que explica a diferença da performance destes diferentes colaboradores?
Simples. O fato de que alguns se sentem bem ao fazer parte da organização, terem um alto nível de confiança para com a organização e estarem comprometidos com o sucesso dos negócios e, principalmente, estes indivíduos percebem que fazem algo com um propósito.
O propósito cria a sensação de que o nosso trabalho é especial. Ao sentir que a atividade profissional possui significado gera-se, simultaneamente, mais dedicação, maior produtividade aliada à qualidade de entrega superior. Estes fatos levam ao engagement da força de trabalho para o sucesso da nossa empresa.
O líder ocupa um papel central, pois define regras que mediam as relações entre os diferentes indivíduos que fazem parte da organização. Além disso, inspira os colaboradores e demonstra como o trabalho de cada um é imbuído de propósito – não é apenas uma relação mercantilista, que envolve a troca entre horas e salários, mas também é uma atividade repleta de significado que permite aos indivíduos encontrar a realização pessoal e profissional.


No Great Place to Work® temos por hábito dizer, não existe empresa perfeita. Os Best Workplaces™ são organizações que procuram criar um ambiente de trabalho em que o convívio entre os indivíduos seja adequado. Interessam-se em abrir um canal de diálogo com os colaboradores para escutá-los com a finalidade de compreender os pontos fortes e as oportunidades de melhoria existentes e, finalmente, agir através de um conjunto de ações que levam à excelência do clima organizacional. A construção de um Best Workplace™ é partilhada entre líderes e liderados para se oferecer a todos, respeitadas as diferenças entre as diversas gerações que compõem a força de trabalho, o melhor Employee Experience (EX) possível.
Enfim, as pessoas são importantes para o sucesso dos negócios. O trabalho executado pelos indivíduos, além de permitir que a empresa tenha êxito, leva à realização pessoal e profissional.
Que 2019 seja um ano repleto de sucesso para todas empresas. Que 2019 permita oferecer a melhor experiência de trabalho aos nossos colaboradores. Consulte um de nossos consultores para entender como oferecer um Employee Experience (EX) diferente aos seus colaboradores, iniciando, assim, 2019 com o pé direito!

 

 

Fonte: DRUCKER, P. Sociedade pós-capitalista. São Paulo: Cengage, 1999.

 

 

 

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