Uma organização pode definir metas e benefícios, mas se estes não estiverem ancorados naquilo que realmente impacta a experiência diária do colaborador, o investimento é perdido.
No mercado atual, Employee Experience é performance, não apenas RH. A Great Place To Work explica como confiança e bem-estar são alavancas reais de produtividade e rentabilidade.
Muitos líderes ainda confundem cultura organizacional com conceitos abstratos como “felicidade”. Qual é a distinção pragmática que deve ser feita na gestão de topo?
Vamos deixar as coisas claras: ninguém gere “felicidade”. O que os líderes gerem são condições de trabalho, níveis de confiança e alinhamento estratégico que podem alavancar o bem-estar. Uma organização pode definir metas e benefícios, mas se estes não estiverem ancorados naquilo que realmente impacta a experiência diária do colaborador, o investimento é perdido. O feedback estruturado é o que permite transformar perceções em dados brutos para tomar decisões informadas. Uma proposta de valor (EVP) sólida não é sobre “ser simpático”, é sobre garantir o apoio das equipas para impulsionar o desempenho.
O selo de Best Workplaces™ é, então, um diagnóstico de eficiência operacional?
Exatamente! Os selos Certified™ e Best Workplaces™ são uma consequência direta e não um reconhecimento que se possa comprar. Trata-se da avaliação da eficácia com que os líderes criam as condições para uma experiência de trabalho positiva, sob a ótica dos seus próprios colaboradores. Não estamos a falar de reviews em redes sociais ou avaliações externas sem conhecimento de causa; muito menos de uma análise baseada num banco de práticas teóricas. São pessoas reais, com a sua experiência real — boa para uns, menos boa para outros. Em Portugal, os dados de 2026 mostram que este rigor se traduz em vantagens competitivas diretas: os Best Workplaces™ atraem candidatos mais qualificados e, crucialmente, registam menos de metade do turnover da média do mercado. É retenção de capital intelectual pura e dura.
Falando de números que os CEOs, CFOs e gestores de topo gostam de ouvir: como é que se calcula o retorno real deste investimento?
O ROI (Retorno sobre o Investimento) do estudo da Great Place To Work vai muito além do impacto financeiro imediato, reflete ganhos em produtividade, engagement, retenção e inovação. Participar no estudo permite que a empresa transforme dados em ações estratégicas, gerando resultados tangíveis e sustentáveis.
Ouvimos muitas vezes das empresas, dos concorrentes e do público em geral: Mas e quais são as vantagens reais?
O retorno é massivo porque ataca custos de substituição. Imagine uma empresa com 100 colaboradores que investe no ano 2.500€ no nosso estudo, identifica as suas oportunidades de melhoria e pontos fortes, o estudo mais completo do mercado. Se, ao atuar sobre as oportunidades de melhorias identificadas, e por exemplo evitar a saída de apenas 1 técnico médio, que segundo estudos da Gallup, o custo de substituição ronda os 16.000€ no ano.
Neste cenário, por cada euro investido, a empresa recupera 5,40€ apenas na retenção. Se olharmos para a faturação, estas organizações crescem, em média, 5x mais do que o PIB.
Falamos de 540% de ROI, porque ao ver os resultados do seu estudo, a empresa atuou, e aplicou a melhorias necessárias para uma ótima experiência da sua equipa e evitou a sua saída.
Mas olhemos para a mesma empresa, a faturação anual total foi de: 4 000 000€, tendo no ano seguinte registado um aumento de 9.5% (média dos Best Workplaces™ 2026), fruto da melhoria do ambiente, o que se traduziu em maior engagement e motivação. A faturação foi superior em 380 000€
ROI: ((380 000−2 500)/2 500)×100= 15 100%
Neste cenário, por cada euro investido, a empresa obteve aproximadamente 151€ de retorno.
Com o estudo da Great Place To Work®, é possível prever todas estas derivações, aplicar as correções e sair na frente do mercado.
A agilidade é o grande desafio de 2026. Como é que a confiança acelera o negócio?
A diferença é abismal: 91% dos colaboradores nos Best Workplaces™ adaptam-se rapidamente à mudança, face a apenas 57% no mercado geral. Numa cultura de confiança, a resistência à mudança é mínima. Quando os colaboradores sentem que a sua voz é ouvida, 87% sentem-se mais envolvidos. Isto não é “estar feliz”; é estar comprometido com o sucesso estratégico da empresa e contribuir com ideias que geram inovação. Além disso, 94% dos colaboradores destas organizações sentem orgulho na empresa e 92% no seu impacto na comunidade, face a 71% e 69%, respetivamente, no mercado, o que solidifica de facto a reputação das empresas.
Sendo este o maior estudo de clima em Portugal, com mais de 250 empresas, ouvir os colaboradores desta forma estruturada é hoje o maior diferencial competitivo de uma organização?
Na nossa visão, a maior vantagem competitiva de qualquer empresa são as suas pessoas, mas apenas terão sucesso quando a experiência de trabalho é de alta qualidade. O ponto crítico reside no facto de que, das mais de 250 empresas participantes, nem todas atingiram sequer a Certificação™ — o que exige um índice de Confiança superior a 65%. Isto demonstra que muitas organizações ainda têm um longo caminho a percorrer.
Mesmo aquelas que alcançaram o selo Best Workplaces™ – onde a média de Índice Confiança está nos 90% -encontram sempre oportunidades de melhoria, mas para isso é fundamental ser consistente: é necessário ouvir as pessoas ano após ano, de forma sistemática.
Investir nesta escuta não é uma decisão cultural “soft”; é uma decisão estratégica de gestão com impacto direto no P&L (Profit and Loss). As organizações que medem e agem sobre a experiência dos seus ativos humanos são, simplesmente, negócios mais resilientes, rentáveis e preparados para o futuro. Para atingir esse sucesso diário, podem sempre contar com o rigor do estudo da Great Place To Work®.
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Publicação original no trabalho by ECO;
